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quarta-feira, 30 de junho de 2010

COMPUTADOR - INSTRUMENTO OU TIRANO?

A ANEDOTA do computador que provoca risadinhas reprimidas em alguns e deixa outros horrorizados é mais ou menos a seguinte: Várias grandes nações concordaram em conectar seus computadores mais avançados para ajudá-las a solucionar seus problemas complexos. Ligaram-se os vastos depósitos de informações ao leque de poderosas unidades de processamento. Para testar tal combinação, dá-se entrada da “pergunta final” no sistema integrado: “EXISTE DEUS?”
Os carretéis de fita giram e um indicador se acende, à medida que a estrutura mais sofisticada de computação jamais imaginada escrutina maciços bancos de dados, assimilando e analisando fatos, ao apresentar todas as fontes que têm que ver com a pergunta. Depois de alguns minutos, cessa toda ação, exceto um surto de atividade da máquina de escrever, ao datilografar o resultado final de bilhões de decisões lógicas. Perante olhos atemorizados da assistência em silêncio, surge a resposta suscinta: “EXISTE AGORA!”
A reação duma pessoa a tal estória — como no caso da beleza — depende muito do que há “nos olhos de quem vê”. Sua experiência pessoal com computadores poderá deixá-lo com inesgotável admiração por sua capacidade. Ou, do outro lado do espectro, poderá reagir com dissabor, misturado com inquietante temor.
Para alguns, o computador é o gênio mecânico que poderá avisar instantaneamente uma pessoa de que estão confirmadas suas reservas para uma viagem de mais de 16.000 quilômetros, ajudar um advogado a encontrar dados pertinentes a um processo difícil, e, em seus momentos de descontração, servir qual formidável oponente no xadrez ou jogo-da-velha. Para outros, o computador é a máquina cega, inclinada a errar, que confunde o balanço bancário, continua a importunar com respeito a uma conta há muito tempo paga, e estoca em sua “memória” informações difamatórias sobre eles para o resto do mundo ver no apertar dum botão. Como encara o computador?

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